Thursday, April 19, 2007

A CONCERTAÇÃO DA OPOSIÇÃO A SOCRATES


Está explicado o slogan de campanha da actual direcção do CDS.


Será que isto pode pôr em causa as coligações autárquicas e as boas relações entre os dois partidos?

Sunday, April 15, 2007

REUNIÃO DA FUAP

Em reunião ocorrida este fim de semana a direcção de campanha de Ribeiro e Castro estabeleceu o reforço da linha de comunicação inicialmente escolhida nesta campanha interna.Para o efeito contou com a contribuição do, até à última semana, campeão nacional do concurso "diga num minuto mal de portas", destronado nesta última semana pelo novo campeão: joooosééé Riiiibeiro e Casssstro!!!!.
Nesta foto vê-se o antigo campeão a tentar lutar por revalidar o título querendo usar da palavra mas, o novo campeão, continuou sem parar a contabilizar pontos considerando a atitude de Pacheco Pereira de "golpe de estado".

Tuesday, April 10, 2007

CUSTO/BENEFICIO DO CONSULADO CASTRISTA

Em conferência de imprensa a actual direcção do CDS-PP fez hoje um balanço da actividade do partido nos últimos dois anos.
Em primeiro lugar destacaram o dom da ubiquidade do presidente nestes 675 dias. Assim temos que o presidente esteve em digressão nacional 222 dias, esteve na sede nacional por 271 dias e gozou 42 dias a titulo pessoal. Porque se coloca o mistério dos outros 140 dias que faltam?
Depois evidenciaram os grandes eventos partidários do consulado sendo que entre os mesmos estão:
Jornadas do Interior e Aliança para o mundo rural - evento de Portalegre com a presença de 10 militantes e supostamente a presença de uns espanhois que justificariam a tal "aliança" mas que não apareceram.
Jornadas do Interior em Castelo Branco - presenças: 20 pessoas.
Observatório da educação - 10 pessoas.
Barómetro Económico - Conferência de imprensa com o prémio do surrealismo (nenhum jornalista aparece).
Jornadas do Turismo - 50 pessoas (hotel tivoli em Lisboa).
Convenção Europeia - 50 pessoas mais o batalhão de jornalistas atrás do António Vitorino.
Assim sendo, o que se retira daqui é que apesar do esforço e dos custos (o partido está falido e sem pagar a fornecedores) as iniciativas não tiveram qualquer repercussão nacional ou interna e utiliza-los como prova de trabalho feito só demonstra a pouca clarividência desta direcção. Ou seja, o que se retira daqui, é que o que foi feito foi sem efeito não tendo dado visibilidade externa ao partido nem criado niveis crescentes de participação interna.
Em qualquer actividade retira-se sempre consequências do trabalho realizado. Nestes termos, racionalmente, temos que chegar à conclusão que o esforço foi inglório e a capacidade de mobilização foi insignificante.
Ok. Foi este o trabalho. Mas em qualquer actividade chegariamos à conclusão de que o actual presidente até pode ser muito bom mas que não cativa, não acrescenta nem motiva é um facto incontornável que os numeros evidenciam.
Nestes casos, em bom rigor, as pessoas inteligentes tiram conclusões e assumem o fracasso ou o erro. Desvirtuar os factos e negar as evidências é que não me parece correcto nem lúcido.

RIBEIRO E CASTRO FORMALIZA O MOVIMENTO FUAP

A campanha das directas no CDS vai animar nos próximos dias. Ribeiro e Castro depois da apresentação dos seus mandatários vai agora apresentar a FUAP como grande motor da sua campanha em termos de soluções para o partido e para o país.

Fonte da direcção afirmou que o critério da formação da FUAP é a capacidade individual de em um minuto dizer mal de Paulo Portas.

Para além de quase toda a direcção, a FUAP (Frente Unida Anti-Portas) conta ainda com um independente de peso: José Pacheco Pereira.

Thursday, March 29, 2007

O GRANDE RETORNO À INTERNACIONALIZAÇÃO

Recuso-me a participar num processo de tornar crónica a anomia da direita portuguesa. Recuso-me a fechar os olhos quando vejo que continuamos, em nome da identidade ideológica, a não atentar na quebra de vínculos valorativos comuns que conduziram, e continuarão a conduzir, a vazios políticos que terão como consequência a quebra de laços de pertença e o engrossar do desanimo da intervenção política e a consequente abstenção e a marginalização do cidadão na participação política.

Os partidos políticos são, em grosso modo, heranças do Séc. XIX em termos organizativos e até programáticos sem que consigam libertar-se dessas referências históricas. Para exemplificar, basta atentar nas grandes organizações internacionais congregadoras dos partidos em termos ideológicos. Todas elas são os sacrossantos guardiões do velho regime público concebido no Séc. XIX. Neste sentido, não acho que a nova internacionalização do CDS seja uma vitória da capacidade da visão política da actual direcção mas apenas mais um sinal da incapacidade de olhar os tempos.
Aqui fica a análise do que a actual direcção chamou em cartaz como "de novo acompanhados". Não tenho nada contra as organizações internacionais mas, se elas assentam em pressupostos ultrapassados e o que eu quero é um partido do futuro, gostava que me dissessem qual a mais valia que se retira desta adesão sem considerar a "quota" que para aquela organização se envia ( e não é pouco).