Em conferência de imprensa a actual direcção do CDS-PP fez hoje um balanço da actividade do partido nos últimos dois anos.
Em primeiro lugar destacaram o dom da ubiquidade do presidente nestes 675 dias. Assim temos que o presidente esteve em digressão nacional 222 dias, esteve na sede nacional por 271 dias e gozou 42 dias a titulo pessoal. Porque se coloca o mistério dos outros 140 dias que faltam?
Depois evidenciaram os grandes eventos partidários do consulado sendo que entre os mesmos estão:
Jornadas do Interior e Aliança para o mundo rural - evento de Portalegre com a presença de 10 militantes e supostamente a presença de uns espanhois que justificariam a tal "aliança" mas que não apareceram.
Jornadas do Interior em Castelo Branco - presenças: 20 pessoas.
Observatório da educação - 10 pessoas.
Barómetro Económico - Conferência de imprensa com o prémio do surrealismo (nenhum jornalista aparece).
Jornadas do Turismo - 50 pessoas (hotel tivoli em Lisboa).
Convenção Europeia - 50 pessoas mais o batalhão de jornalistas atrás do António Vitorino.
Assim sendo, o que se retira daqui é que apesar do esforço e dos custos (o partido está falido e sem pagar a fornecedores) as iniciativas não tiveram qualquer repercussão nacional ou interna e utiliza-los como prova de trabalho feito só demonstra a pouca clarividência desta direcção. Ou seja, o que se retira daqui, é que o que foi feito foi sem efeito não tendo dado visibilidade externa ao partido nem criado niveis crescentes de participação interna.
Em qualquer actividade retira-se sempre consequências do trabalho realizado. Nestes termos, racionalmente, temos que chegar à conclusão que o esforço foi inglório e a capacidade de mobilização foi insignificante.
Ok. Foi este o trabalho. Mas em qualquer actividade chegariamos à conclusão de que o actual presidente até pode ser muito bom mas que não cativa, não acrescenta nem motiva é um facto incontornável que os numeros evidenciam.
Nestes casos, em bom rigor, as pessoas inteligentes tiram conclusões e assumem o fracasso ou o erro. Desvirtuar os factos e negar as evidências é que não me parece correcto nem lúcido.
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