Recuso-me a participar num processo de tornar crónica a anomia da direita portuguesa. Recuso-me a fechar os olhos quando vejo que continuamos, em nome da identidade ideológica, a não atentar na quebra de vínculos valorativos comuns que conduziram, e continuarão a conduzir, a vazios políticos que terão como consequência a quebra de laços de pertença e o engrossar do desanimo da intervenção política e a consequente abstenção e a marginalização do cidadão na participação política.
Os partidos políticos são, em grosso modo, heranças do Séc. XIX em termos organizativos e até programáticos sem que consigam libertar-se dessas referências históricas. Para exemplificar, basta atentar nas grandes organizações internacionais congregadoras dos partidos em termos ideológicos. Todas elas são os sacrossantos guardiões do velho regime público concebido no Séc. XIX. Neste sentido, não acho que a nova internacionalização do CDS seja uma vitória da capacidade da visão política da actual direcção mas apenas mais um sinal da incapacidade de olhar os tempos.
Os partidos políticos são, em grosso modo, heranças do Séc. XIX em termos organizativos e até programáticos sem que consigam libertar-se dessas referências históricas. Para exemplificar, basta atentar nas grandes organizações internacionais congregadoras dos partidos em termos ideológicos. Todas elas são os sacrossantos guardiões do velho regime público concebido no Séc. XIX. Neste sentido, não acho que a nova internacionalização do CDS seja uma vitória da capacidade da visão política da actual direcção mas apenas mais um sinal da incapacidade de olhar os tempos.
Aqui fica a análise do que a actual direcção chamou em cartaz como "de novo acompanhados". Não tenho nada contra as organizações internacionais mas, se elas assentam em pressupostos ultrapassados e o que eu quero é um partido do futuro, gostava que me dissessem qual a mais valia que se retira desta adesão sem considerar a "quota" que para aquela organização se envia ( e não é pouco).
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